Notícias (TEMV)

2006-01-30
em cena no Teatro-Estúdio Mário Viegas



>espectáculos da CTC<
AS OBRAS COMPLETAS DE WILLIAM SHAKESPEARE EM 97 MINUTOS
de Adam Long, Jess Borgeson e Daniel Singer
domingos, segundas e terças às 21h

ANTES DE COMEÇAR
de Almada Negreiros
domingos às 16h

> espectáculo convidado <
A MENINA QUE TINHA MEDO DO ESCURO
de Maria João Gama
sábados às 16h
[produção: Magníficas Produções]
 
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Notícias (CTC)

2006-01-29
ESTREIA [16 - março - 2006]

AS VAMPIRAS LÉSBICAS DE SODOMA
de Charles Busch


Com As Vampiras Lésbicas de Sodoma, a Companhia Teatral do Chiado orgulha-se de apresentar ao público português uma das mais originais figuras do showbizz da actualidade: o dramaturgo, actor, estrela de cinema, artista e romancista Charles Busch. Foi com As Vampiras Lésbicas de Sodoma que Charles Busch se tornou famoso, corria o ano de 1984. O pequeno Limbo Lounge, em Nova Iorque, onde o espectáculo estreou, ficou minúsculo, havendo quem assistisse à farsa de Busch nas mais inconcebíveis situações, incluindo a de ficar no átrio a olhar para um ecrã de televisão. Depois as Vampiras passaram para um teatro mais a sério e... ficaram cinco (5) anos em cena!! O sucesso explica-se. Numa época dominada pelo espírito da paródia pós-moderna, Busch inventa uma história vertiginosa que começa nos tempos bíblicos, em Sodoma, e acaba na sala de ensaios de um "musical", nos nossos dias. Inaugurando um processo que veio a durar vários anos, o próprio dramaturgo brilhou no espectáculo ao representar o papel de uma das deslumbrantes protagonistas! Com As Vampiras Lésbicas de Sodoma, Busch traz ao palco um pequeno delírio de teatro popular onde o imaginário das histórias de terror se mistura com o glamour decadente do mito Hollywood e o universo exacerbadamente sexual dos shows de travesti. Mas no centro de tudo está o combate feroz entre as duas vedetas, sedentas do sangue que lhes garante a eternidade e envolvidas numa competição estranhamente parecida com a rivalidade ciumenta que é típica entre as grandes divas do cinema. Por tudo isto, a Companhia Teatral do Chiado faz ao seu público uma sugestão bem simples: venham ao teatro, divirtam-se enquanto vêem uma magnífica comédia, mas... não se esqueçam de proteger o pescoço!

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AS VAMPIRAS LÉSBICAS DE SODOMA
de Charles Busch

interpretação: Rita Lello, Simão Rubim, João Carracedo, João Craveiro, Manuel Mendes e Tobias Monteiro
encenação: Juvenal Garcês
tradução: Patrícia Marques, Vitor d'Andrade e Gustavo Rubim
adapatção: Companhia Teatral do Chiado
cenografia e figurinos: Miguel Sá Fernandes
desenho de luz: Vasco Letria
desenho de som: Sérgio Silva
 
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Notícias (Actual - Expresso)

2006-01-20
Alexandra Cabrita, “Amaral Lopes aceite na EGEAC – Vereador da Cultura vai iniciar reestruturação cultural em Lisboa”, in Actual – Expresso, nº 1733, 14-I-2006

Amaral Lopes aceite na EGEAC
Vereador da Cultura vai iniciar reestruturação cultural em Lisboa


Depois da sua proposta de reestruturação da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) ter sido chumbada na Assembleia Municipal, Amaral Lopes recebeu esta semana os votos favoráveis dos vereadores municipais. «Mantém-se os mesmos objectivos. A EGEAC é uma estrutura fundamental para a execução da política cultural da Câmara Municipal de Lisboa e como tal deve ser a entidade gestora dos mais importantes equipamentos da cidade. Foi criada com esse fim e deve persegui-lo», afirma o vereador da Cultura., que contará na sua equipa administrativa na empresa municipal com Manuela Correia e Rui Andrade.
«É preciso que esta empresa se adapte aos seus objectivos e se torne mais ágil. A reestruturação que vou encetar vai nesse sentido. De resto, trata-se de um compromisso que já estava presente no programa eleitoral do presidente Carmona Rodrigues, ao qual pretendo dar seguimento», continua Amaral Lopes.
O vereador da Cultura considera que a existência de uma maior consciência da valorização de Lisboa através da sua capacidade de gerar iniciativas culturais tem de ser acompanhada por uma estrutura menos burocrática e que aja com mais eficiência e autonomia. Ao mesmo tempo, Amaral Lopes defende «a criação de um conjunto de instrumentos que venham melhorar a gestão dos equipamentos sob alçada da EGEAC, tornando-os mais rentáveis». O vereador da Cultura alerta para a necessidade de atenção especial aos teatros municipais que não se adequam a regras da administração pública e devem ter gestão financeira que permita programações e contratações a longo prazo. «Uma das nossas prioridades é reunir com as direcções dos teatros com actividade constante e regular para encontrar formas mais ágeis para a sua gestão», diz. Por outro lado, Amaral Lopes põe em destaque a necessidade do estabelecimento de parcerias entre os mesmos equipamentos e investidores privados ou de natureza pública. O novo modelo da EGEAC já está a ser desenhado e deve estar concluído nos próximos 120 dias. «Vou apresentar um plano estratégico que acima de tudo proponha uma actividade menos precária, mais regular e duradoura com os agentes culturais de todas as formas de expressão artística», conclui o vereador da Cultura.
 
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Notícias (Actual - Expresso)

Alexandra Carita, “Danças com números – A performance do Teatro Nacional D. Maria II está na linha vermelha”, in Actual – Expresso, nº 1733, 14-I-2006

Danças com números
A performance do Teatro Nacional D. Maria II está na linha vermelha

Mário Vieira de Carvalho avisou: «O D. Maria está na linha vermelha em relação à performance de um instituto público». E apresentou números para suportar a afirmação. Assim, as produções apresentadas rodam um investimento médio de 120/150 mil euros, sendo que cada espectador representa um custo de 2500 euros. Foi assim com «Conferência de Imprensa», pelos Artistas Unidos, que em nove representações só conseguiu 450 espectadores, e não foi melhor com outras apostas do D. Maria. Fonte do teatro revela que em «No Papel da Vítima», outra encenação de Jorge Silva Melo, se investiram 131 mil euros e o número de bilhetes vendidos não chegou aos mil, embora António Lagarto reclame que vendeu 2271 ingressos. «Serviço d’Amores», de Gil Vicente, representou um investimento de 200 mil euros com apenas 4904 espectadores para uma lotação total de 12 mil pessoas. Já «Como Aprendi a condizer», uma peça encenada por Fernanda Lapa, custou quase 100 mil euros e só teve 1017 espectadores que compraram bilhete, os restantes 1643 foram convidados, afirma fonte ligada ao D. Maria, mas Lagarto faz saber que vendeu mais 963 ingressos.
«As salas estariam vazias se não houvesse convites», garante a mesma fonte, que alega ainda que, na Sala Garret, com uma ocupação real de 389 lugares, as noites fazem-se «com 31 lugares preenchidos, às vezes 48», embora a direcção de António Lagarto apresente uma taxa de ocupação a variar entre os 55,7 por cento em 2004 e os 65,2 por cento em 2005, e reivindique um aumento de 17,3 por cento nas receitas de bilheteira de um ano para o outro.
A somar às contas do Ministério da Cultura, que apontam para apenas 188 espectáculos realizados em 2004 contra os 312 realizados no S. João no mesmo ano, acresce uma diferença percentual de seis décimas em relação às receitas dos dois teatros nacionais. 0,8 no Porto contra 0,2 em Lisboa. Não esquecendo que o D. Maria recebe quase um milhão a mais (5,4 milhões de euros) do que o S. João (4,5 milhões de euros). Como se não bastasse, desde que o D. Maria II se tornou Sociedade Anónima, em 2004, que a sua direcção aufere o dobro das direcções gerais da administração pública. António Lagarto tinha um ordenado de seis mil euros e os sus subdirectores recebiam cerca de 4200 euros. No mesmo quadro, só os restantes trabalhadores do teatro não viram os seus vencimentos serem aumentados. Os «gastos com decorações» e «obras intermináveis» no Teatro Nacional D. Maria II são também referidos como exemplo de «despesismo» por fontes internas, que alegam que António Lagarto herdou em 2004 uma «casa remodelada».
 
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Notícias (Actual - Expresso)

Cabrita, Alexandra, "Uma Programação Assente no Conhecimento", in Actual - Expresso, nº 1733, 14-I-2006


UMA PROGRAMAÇÃO ASSENTE NO CONHECIMENTO


Carlos Fragateiro quer um Teatro Nacional activo e maior circulação pelo país

Há dez anos à frente do Teatro da Trindade, Carlos Fragateiro será o novo director do Teatro Nacional D. Maria II. Nomeado sob polémica, acusado de populista e dirigista e alvo de críticas da classe artística, diz-se capaz de assumir o desafio e de obter resultados a breve trecho com um orçamento limitado.
Quando é que começa as negociações do Ministério da Cultura (MC) consigo para ocupar o cargo de director do Teatro Nacional D. Maria II?
Comecei por conversar com o secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho, em Julho. Mas as minhas relações com um amigo comum, Cesário Costa, maestro das óperas do Teatro da Trindade, com quem tenho um projecto de recuperação das óperas portuguesas.
E então abordaram o teatro do D. Maria?
Fomos caminhando nesse sentido progressivamente. A minha ideia sempre foi dar continuidade e sentido ao grande investimento que o Estado faz na rede nacional de cineteatros, muitos dos quais já têm equipa, equipamentos e programadores, embora lhes falte uma coisa essencial, que são conteúdos. É preciso saber qual é a produção portuguesa efectiva para alimentar essa rede.
É esse o papel do Teatro Nacional?
É, mas não só. Estrategicamente, a grande aposta do Estado tem de ser o incentivo à criação de conteúdos. Em linguagem informática, é preciso arranjar «software» para os muitos computadores que existem pelo país fora. O Trindade sempre fez itinerância; porque é que os teatros nacionais não o fazem? Têm obviamente de chegar a todo o país ou não estaremos a falar de serviço público.
Apresentou ao MC uma proposta de desenvolvimento para o Teatro Nacional?
Sim. E cheguei a ele há muito pouco tempo, num processo de reflexão que foi conjunto. O meu projecto e o projecto do Ministério da Cultura faz sentido para um país com poucos meios financeiros mas que tem de actuar com o pouco que possui. Na práctica, aquilo que proponho é que a instituição deve estar ao serviço dos artistas e dos seus projectos pessoais, precisa sim de princípios que tenham a ver com o país, que intervenham na sociedade e tenham sentido de utilidade pública. A cultura tem de estar ao serviço do desenvolvimento.
A partir dessa proposta é que lhe foi formalizado o convite para director do Nacional?
Sim, o convite foi-me formalizado há uns dias.
Aceitou-o de pronto?
Naturalmente. Penso que é um desafio. Aceitei um convite que muita gente recusou para um projecto arriscado mas no qual acredito que tenho capacidade para o realizar um trabalho eficaz. Para isso, conto com a minha equipa com o arquitecto José Manuel Castanheira, um cenógrafo com currículo internacional que tem sido permanentemente silenciado em Portugal.
O nome de José Manuel Castanheira foi uma proposta sua?
Sim.
Aposta no actual modelo do D. Maria?
Não a minha aposta é noutro modelo que não o de sociedade anónima, mas ainda é cedo para falar dele.
Que Teatro D. Maria é que quer?
Em termos sociais, a minha preocupação é que o grande défice é o da inteligência e da sensibilidade. A grande luta é a da invenção. Um teatro tem de trabalhar ao nível da inteligência e da sensibilidade, tem de ser um laboratório de novas formas de vida, de novos modos de olhar o mundo, de novas ideias.
O que significa isso?
Tudo o que faço se baseia em quatro triângulos. Um pequeno triângulo que liga a matemática à língua e à música, que são os instrumentos e as disciplinas de treino do cérebro, que quando se alargam a uma dimensão superior formam o triângulo do conhecimento – arte, ciência e filosofia. Esse triângulo, em termos sociais, traduz-se na memória do passado, na capacidade de intervir no presente e de ficcionar o futuro, acabando naquilo que inquieta o Homem, que é o que se passa no Universo, o que se passa dentro de nós ao nível do cérebro e o que se passa no centro da Terra, tudo coisas que desconhecemos totalmente.
E onde é que fica o Teatro Nacional?
Juntando estes quatro triângulos, proponho uma programação centrada no conhecimento. Quero que sintamos que, no Rossio, aquela casa faz um teatro que vai à memória buscar de volta os clássicos, que conseguem falar além do seu tempo. E, simultaneamente, pretendo que o D. Maria seja capaz de intervir no mundo de hoje. Em Portugal, temos de enfrentar a nossa relação mal resolvida com África, sobre a qual começam a aparecer, timidamente, alguns textos a que é preciso dar voz. E temos de encarar de frente a emigração e a multiculturalidade. O D. Maria será a casa da dramaturgia portuguesa, no sentido em que é urgente falar-mos sobre as nossas histórias e as histórias dos outros num espaço de questionamento.
A dramaturgia portuguesa será predominante no Teatro Nacional?
Tem de ser, mas não só. E tem de ser porque aquele é o espaço do risco. É preciso que se faça ali o mesmo que se faz na televisão. Ao princípio, ninguém achava que tínhamos condições para produzir ficção portuguesa e agora ela existe em todos os canais. Já ninguém a contesta. O Nacional pode e deve promover a dramaturgia portuguesa. No entanto, não podemos ficar fechados no nosso mundo. Isso só faz sentido em confronto com uma rede internacional de dramaturgia. Para isso, conto com a colaboração de José Sanches Sinisterra [dramaturgo que gere um conjunto de teatros em Florença e que apresenta trabalhos com regularidade no Brasil e no México]. Ele vai dirigir uma oficina permanente de dramaturgia que cruze o trabalho dos portugueses com o dos estrangeiros.
Tem mais novidades?
Tenho. Por exemplo, para conseguir desenvolver projectos que abordem temáticas emergentes terei no D. Maria uma equipa multidisciplinar, vinda das várias áreas do conhecimento, que regularmente vá reflectindo sobre as grandes questões que atravessam o mundo e que têm de ser trabalhadas a nível de ficção.
E quanto à dramaturgia estrangeira?
Teremos permanentemente um observador a circular pelo mundo, na Internet, que nos irá fazer um relatório semanal sobre o que se produz a nível mundial no universo dos espectáculos de teatro e da dramaturgia internacional contemporânea.
Que outros trunfos quer jogar no D. Maria?
Quero apostar na adaptação dos grande romances portugueses e na sua internacionalização. Portugal é um centro de excelência de escrita. Saramago, Lobo Antunes, Lídia Jorge, Miguel Sousa Tavares são todos autores de grandes textos que já provaram que funcionam em cena. É preciso internacionalizá-los através de uma profunda e estratégica com teatros em Espanha, no Brasil e em todo o espaço ibero-americano. Neste projecto, vou ter a colaboração de intelectuais de referência, luso-descendentes, embaixadores de Portugal no mundo, que podem trazer até nós e levar de cá um conjunto diversificado de textos. Emanuel Demarcy [que dirige um centro dramático em França] e Paula de Vasconcelos [a trabalhar no Canadá] são dois nomes com que conto.
Foi esta proposta que apresentou ao MC?
Exactamente, foi esta a proposta provinciana e retrógrada que apresentei.
E o que acontecerá aos compromissos já assumidos pelo Teatro Nacional em termos de programação?
Serão cumpridos.
Como é que reage às acusações de populismo e dirigismo que lhe são dirigidas?
Estou a ser atacado, é um facto, mas o meu pecado mais grave foi ter levado à cena uma peça do professor Freitas do Amaral, que hoje é só o ministro dos Negócios Estrangeiros. De resto, devo dizer que eu sou um mero pretexto para se atingir a ministra da Cultura. A única resposta que tenho para isso são as minhas ideias, a minha experiência, acumulada ao longo de quase dez anos no Trindade. Um teatro que não passava de uma estrutura moribunda e que transformei num espaço aberto ao público e a circular pelo país.
Mas não tem o apoio da classe artística…
Não é a classe artística que está contra mim. Há sim uma reacção desfavorável de um pequeno núcleo com gente significativa que tem acesso à comunicação social. Gente que tem poderes que vão para além dos poderes visíveis à luz do dia mas que não representa a maioria da classe teatral.
As manifestações, os abaixo-assinados, as petições e cartas abertas ao primeiro-ministro não o incomodam?
Pode parecer pretensioso dizer que não, mas sinceramente não me incomodam nada. Põem-me triste, pela capacidade que as pessoas têm de falas de coisas que não entendem, que não estão explicadas e que são aquilo que não são. E, neste quadro, o comentário do professor Marcelo Rebelo de Sousa na RTP é exemplar do vazio e do «non sense» a que as análises sobre este assunto chegaram. É incrível ver na manifestação críticos de teatro! Que contaminação existe e que distância têm eles sobre as produções que criticam a analisam?
Mas não sente um certo receio?
Sinto-me no combate entre a ignorância e o conhecimento. Estou no interior desse combate e de uma forma muito intensa.
Sempre defendeu que as direcções dos teatros nacionais deviam ser eleitas através de concursos públicos, mas chega ao D. Maria por nomeação directa…
Tenho consciência de que há uma contradição na minha nomeação. Mas sinto que estou num tempo de transição. Na situação que o D. Maria atravessa era impossível avançar para concurso público com uma análise serena. Se dentro de um ou dois anos houver condições para que isso aconteça e se eu não for um dos principais impulsionadores, então podem acusar-me de profunda incoerência.
Já sabe com que verbas vai contar para dirigir o D. Maria?
Com cerca de 1,9 milhões de euros para produção, num orçamento de seis milhões de euros. Há dinheiro suficiente para fazer programação séria e de qualidade, entrar nas redes internacionais, pôr as salas todas a funcionar, dar formação, fazer co-produções internacionais, levar por diante o centro de documentação e circular pelo país.
Tem a certeza?
Sim, tenho. Para começar, o nosso compromisso é o de irmos ganhar metade do que as pessoas que lá estão recebem. Vamos ser remunerados de acordo com as regras dos institutos públicos e não segundo as regras das sociedades anónimas, onde é a gestão que autodetermina os seus próprios ordenados.
 
posted by CTC at 17:26, |

Teatro Nacional D. Maria II...

A demissão do director do Teatro Nacional D. Maria II tem suscitado um conjunto de reações na bloguesfera, como tal a Pancada de Molière aconselha a leitura dos seguintes post:
 
posted by CTC at 17:17, |

«A lentidão da imagem» (IX)

2006-01-05
Antes de Começar, de Almada Negreiros
Maria Albergaria e João Marta
fotografia de Luís Rocha
 
posted by CTC at 15:35, |

Artigo de opinião de Mário Viegas, in Diário Económico, 1996-I-19

2006-01-04


TEATRO
Por Mário Viegas

Os Actores Sampaio e Cavaco: crónica sobre algumas canastrices cometidas

Os tempos de antena, reportagens nos noticiários de campanha eleitoral, trouxeram-nos momentos teatrais engraçadissímos dos dois candidatos. Aquela cena trágico-cómica, de Cavaco a meter um bolo-rei na boca foi digna dos “Malucos do Riso”. E o filme à beira da piscina com a Cavaca armada em Brigitte Bardot?! Mais pornográfico pelo mau-gosto e amadorismo do que qualquer programa da “Playboy”. E o Cavaco a dizer: «Sim... Porque nós também líamos os “Cahiers du Cinéma”!...» . Um nojo, um horror! Do que nós nos safámos, meus amigos!!!
E o Sampaio com aquele panamá verde na cabeça?! Parecia uma figura de desenhos animados... Então não é que se zangou logo com o Povo, no seu discurso à varanda do Hotel Altis?! “Daqui a pouco já cantamos o Hino como deve ser”. A chamar desafinadas às pessoas, o malandro!! E depois foi o que se viu: a gravação de “A portuguesa” para um lado e o coro para o outro... E zangou-se logo com um “boneco” que tinham no ar, de brincadeira. “Não quero aquele boneco ali. Tirem isso para baixo!!” Devia ser um espantalho dum Cavaco. E a falar em francês com os emigrantes portugueses?! Desastroso na defesa da nossa língua. Mas o que preocupa é que começou logo a ralhar connosco. Não foi feliz... Ele que me desculpe... Olha o que nos espera!
A classe teatral apoiou quase em peso Sampaio. O mais extraordinário é que a maior parte deles, andavam há anos a apoiar o Santana Lopes e o Cavaco!!! Um exemplo patético vou dar. O actor-encenador Carlos César, que andou a correr o seu teatro de Setúbal e todos os teatros de Lisboa, com um baixo-assinado de apoio a Santana Lopes e organizou jantares e almocinhos, até apareceu num dos tempos de antena de Sampaio!!! E até já lhe aumentaram o subsídio para o Teatro de Setúbal! Um nojo maior do que patética Florbela Queirós e a sua franja e dentinhos de fora sempre ao lado de Cavaco!!!
Isto está a começar mal...
Até apetece dizer: “Volta Filipe La Féria, que estás perdoado...” e “Volta Santana, que estás perdoado e para bem do Sporting...”
Bom. De qualquer modo, lá nos livrámos da Florbela Queirós, da Beatriz Costa e do grande realizador cinematográfico de Boliqueime.
E para quando o próximo concerto de plano com Sampaio, ao piano, claro?!
Ele é Artista. E vai ao Teatro e tem sentido de Humor. Nada mau!!!

 
posted by CTC at 19:15, |